Eduardo Cunha foi afastado do mandato de deputado por decisão do ministro Teori Zavascki

A assessoria do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), divulgou nota às 8h28 desta quinta-feira (5) afirmando que o parlamentar recebeu e assinou a notificação da decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o afastou do mandato de deputado federal e, consequentemente, da residência da Casa. Cunha está na residência oficial da Câmara, no Lago Sul de Brasília.

A decisão abre caminho para que Cunha perca o foro privilegiado, podendo inclusive ser preso se for condenado em algumas das investigações que correm contra ele.

Teori atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Na peça, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a classificar o peemedebista de "delinquente".

Aliados do deputado já estariam se dirigindo à residência de Cunha, surpresos com a decisão de Teori. "Ele [Zavascki] criou um fato, porque o julgamento de hoje era outro. Não sei se o Supremo mantém isso, é uma interferência na Câmara, uma intervenção", afirmou o deputado Paulinho da Força (SD-SP).

Fonte: Jornal do Brasil
Leia Mais ››

Esquadrilha da Fumaça realiza sobrevoo escoltando o KC-390

O céu da cidade de São José dos Campos/SP presenciou um voo histórico na manhã desta quinta-feira, 25 de fevereiro. Sete aeronaves A-29 Super Tucano da Esquadrilha da Fumaça e um KC-390 desfilaram juntos em evento organizado pela Embraer. As duas aeronaves são modelos de fabricação nacional projetadas pela própria empresa. Há mais de trinta anos, a Esquadrilha da Fumaça utiliza aviões projetados e fabricados no Brasil com tecnologia e mão de obra nacionais. Isso prova a excelência da indústria aeronáutica brasileira e sua capacidade de produzir vetores de qualidade reconhecida mundialmente.

Presente no evento, o Comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, comentou que o Brasil entrou, definitivamente, na era da tecnologia. “Esse momento histórico para a EMBRAER e, consequentemente, para todo o Brasil, conta com a participação também da FAB. Podemos acompanhar o sucesso das produções das aeronaves da EMBRAER pela quantidade de pessoas presentes neste evento e pela expectativa prevista de vendas”.

O fato aconteceu durante o lançamento da segunda geração da família de E-Jets de aviões comerciais, denominada E-Jets E2, composta por três novos aviões – E175-E2, E190-E2 e E195-E2. O E190-E2 deverá entrar em serviço no primeiro semestre de 2018. O E195-E2 está programado para entrar em serviço em 2019 e o E175-E2 em 2020.

Para o vice-presidente de Operações da EMBRAER – Aviação Comercial, Luís Carlos Affonso, a tecnologia usada no projeto do KC-390 contribuiu bastante na produção da nova família de jatos. “Cada programa novo é sempre um grande aprendizado. As tecnologias vão sendo agregadas e vão incorporando a cada novo desenvolvimento”. Sobre a aeronave lançada no evento, ele também destacou: “o mercado está ficando cada vez mais competitivo, por isso estamos empenhados em lançar novos produtos. A nova família de jatos vem com uma força muito grande, pois apresenta eficiência operacional muito maior, economia em combustível e custo operacional mais baixo”.

FONTE: EDA
Leia Mais ››

Mundo acelera desdolarização antes do colapso da economia dos EUA

As potências emergentes estão pressionando por um mundo multipolar, sem que os Estados Unidos sejam capazes de os deter, uma vez que estão perdendo o seu poder político, disse William Engdahl, observador para a edição online New Oriental Outlook.

De forma lenta, mas segura, a Rússia, a China e outras economias emergentes começam a reduzir a sua dependência em relação ao dólar norte-americano. A Rússia planeja vender o petróleo usando o rublo, minando o monopólio atual norte-americano do preço do petróleo.

"Isso iria começar a desdolarização do comércio mundial de petróleo de uma forma significativa", disse Engdahl.

Este passo seria um golpe dramático para a economia norte-americana e quebraria a hegemonia política dos Estados Unidos, explicou Engdahl.

Contudo, a economia dos EUA já tem dificuldades.

"O resto do mundo começa a perceber que os Estados Unidos da América, a hegemonia ou a única superpotência, como quiserem chamá-los, estão de fato falidos", disse o especialista político.

Não se trata simplesmente de desdolarização futura do comércio de petróleo global, explicou Engdahl; a situação é provocada pelos danos sofridos pela economia estadunidense.

O quadro econômico dos EUA é “terrível”, disse Engdahl, alegando as indústrias norte-americanas que foram transferidas para outros países, o desemprego que excede as estimativas mais ousadas e os trilhões de dólares de dívida.

Analistas do JP Morgan são menos dramáticos do que Engdahl, mas concordam em que a chance de a economia dos EUA desacelerar ao longo dos próximos anos aumentou 75%. Enquanto a economia mundial deverá crescer 2,6% em 2016, a economia dos EUA provavelmente entrará em recessão.

Fonte: sputniknews

Leia Mais ››

A soberania do Brasil e o Banco dos Brics

O Senado Federal aprovou, em junho deste ano (2015), a constituição do Novo Banco de Desenvolvimento, o chamado Banco dos BRICS, formado pelos governos do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, com capital final previsto de 100 bilhões de dólares. A Câmara dos Deputados já havia dado sua autorização para a participação do Brasil no projeto, além da constituição de um fundo de reservas para empréstimos multilaterais de emergência também no valor de 100 bilhões de dólares.

Fazer parte do Banco dos BRICS, e do próprio grupo BRICS, de forma cada vez mais ativa, é uma questão essencial para o Brasil, e para a sua inserção, com alguma possibilidade de autonomia e sucesso, no novo mundo que se desenha no Século XXI.

Neste novo mundo, a aliança anglo-norte-americana, e entre os Estados Unidos e a Europa, que já por si não é monolítica, cujas contradições se evidenciaram por sucessivas crises capitalistas nestes primeiros anos do século, está sendo substituída, paulatinamente, pelo deslocamento do poder mundial para uma nova Eurásia emergente – que não inclui a União Europeia – e, principalmente, para a China, prestes a ultrapassar, em poucos anos, os EUA como a maior economia do mundo.

Pequim já é, desde 2009, o maior sócio comercial do Brasil, e também o maior parceiro econômico de muitos dos países latino-americanos.

A China já é, também, a maior plataforma de produção industrial do mundo.

Foi-se o tempo em que suas fábricas produziam artigos de duvidosa qualidade, e, hoje, suas centenas de milhares de engenheiros e cientistas – mesmo nas universidades ocidentais é difícil que se faça uma descoberta científica de importância sem a presença ou a liderança de um chinês na equipe – produzem tecnologia de ponta que, muitas vezes, não está disponível nem mesmo nos mais avançados países ocidentais.

Nesse novo mundo, a China e a Rússia, rivais durante certos períodos do século XX, estão se preparando para ocupar e desenvolver, efetivamente, as vastas estepes e cadeias de montanhas que as separam e os países que nelas se situam, construindo,nessa imensa fronteira, hoje ainda pouco ocupada, dezenas de cidades, estradas, ferrovias e hidrovias.

A peça central desse gigantesco projeto de infraestrutura é o Gasoduto Siberiano.

Também chamado de Gasoduto da Eurásia, ele foi lançado em setembro do ano passado em Yakutsk, na Rússia, e irrigará a economia chinesa com 38 bilhões de metros cúbicos de gás natural por ano, para o atendimento ao maior contrato da história, no valor de 400 bilhões de dólares, que foi assinado entre os dois países.

Nesse novo mundo, a Índia, cuja população era massacrada, ainda há poucas décadas, pela cavalaria inglesa, possui mísseis com ogivas atômicas, é dona da Jaguar e da Land Rover, do maior grupo de aço do planeta, é o segundo maior exportador de software do mundo, e manda, com meios próprios, sondas espaciais para a órbita de Marte.

E o Brasil, que até pouco tempo, devia 40 bilhões de dólares para o FMI, é credor do Fundo Monetário Internacional, e o terceiro maior credor externo dos Estados Unidos.

Manipulada por uma matriz informativa e de entretenimento produzida ou reproduzida a partir dos EUA, disseminada por redes e distribuidoras locais e pelos mesmos canais de TV a cabo norte-americanos que podem ser vistos em muitos outros países, a maioria da população brasileira ignora, infelizmente, a existência desse novo mundo, e a emersão dessa nova realidade que irá influenciar, independentemente de sua vontade, sua própria vida e a vida da humanidade nos próximos anos.

Mais grave ainda. Parte da nossa opinião pública, justamente a que se considera, irônica e teoricamente, a mais bem informada, se empenha em combater a ferro e fogo esse novo mundo, baseada em um anticomunismo tão inconsistente quanto ultrapassado, que ressurge como o exalar podre de uma múmia, ressuscitando, como nos filmes pós-apocalípticos, milhares de ridículos zumbis ideológicos.

Os mesmos hitlernautas que alertam para os perigos do comunismo chinês em seus comentários na internet e acham um absurdo que Pequim, do alto de 4 trilhões de dólares em reservas internacionais, empreste dinheiro à Petrobras, ou para infraestrutura, ao governo brasileiro, usam tablets, celulares, computadores, televisores de tela plana, automóveis, produzidos por marcas chinesas, ou que possuem peças “Made in China”, fabricadas por empresas estatais chinesas ou com capital público chinês do Industrial &Commercial Bank of China, ICBC, o maior banco do mundo.

Filhos de fazendeiros que produzem soja, frango, carne de boi, de porco, destilam ódio contra a política externa brasileira, assim como funcionários de grandes empresas de mineração, quando não teriam para onde vender seus produtos, se não fosse a demanda russa e, em muitos casos, a chinesa.

Nossas empresas com negócios no exterior são atacadas e ridicularizadas, como se só empresas estrangeiras tivessem o direito de se instalar e de fazer negócios em outros países, inclusive o nosso, para enviar divisas e criar empregos, com a venda de serviços e equipamentos, em seus países de origem.

É preciso entender que ao formar uma aliança estratégica com a Rússia, a China, a Índia e a África do Sul, o Brasil não precisa, nem deve, necessariamente, congelar suas relações com os Estados Unidos ou a União Europeia.

Mas poderá, com eles, negociar em uma condição mais altiva e mais digna do que jamais o fez no passado.
É nesse sentido que se insere a aprovação do Banco dos BRICS pelo Congresso.

Apesar de termos escalado, desde 2002, sete posições entre as maiores economias do mundo, a Europa e os EUA se negam, há anos, a reformular o sistema de quotas para dar maior poder ao Brasil, e a outros países dos BRICS, no FMI e no Banco Mundial.

Se não quiserem que não o façam. Como mostra o Banco dos BRICS, podemos criar as nossas próprias instituições financeiras multilaterais.

Os BRICS, têm, hoje, como grupo, não apenas o maior território e população do mundo, mas também mais que o dobro das reservas monetárias dos EUA, Japão, Alemanha, Inglaterra, Canadá, França e Itália, somados.

O que incomoda os Estados Unidos e a Europa, e os seus prepostos, no Brasil, não é o suposto comunismo ou “bolivarianismo” do atual governo, mas o nacionalismo possível, até certo ponto tímido, politicamente contido, e sempre combatido, dos últimos anos.

Existe uma premeditada, permanente, hipócrita, subalterna, entreguista, pressão, que não se afrouxa, voltada para que se abandone uma política externa minimamente independente e soberana, que possa situar o Brasil, geopoliticamente, frente aos desafios e às oportunidades do mundo cada vez mais complexo e competitivo do século XXI.

(*) Mauro Santayana é jornalista.
Leia Mais ››

Chega de notícias ruins

Em todos os lugares que compareço para realizar minhas palestras, eu sou questionado: "Por que vocês da imprensa só dão 'notícia ruim'?"

O questionamento por si só, tantas vezes repetido, e em lugares tão diferentes no território nacional, já deveria ser motivo de profunda reflexão por nossa categoria. Não serve a resposta padrão de que "é o que temos para hoje". Não é verdade. Há cinismo no jornalismo, também. Embora achemos que isto só exista na profissão dos outros.

Os médicos se acham deuses. Nós temos certeza!

Há uma má vontade dos colegas que se especializaram em política e economia. A obsessão em ver no Governo o demônio, a materialização do mal, ou o porto da incompetência, está sufocando a sociedade e engessando o setor produtivo.

O "ministro" Delfim Netto, um dos mais bem humorados frasistas do Brasil, disse há poucas semanas que todos estamos tão focados em sermos "líquidos" que acabaremos "morrendo afogados". Ele está certo.

Outro dia, Delfim estava com o braço na tipoia e eu perguntei: "o que houve?". Ele respondeu: "está cada vez mais difícil defender o governo".

Uma trupe de jornalistas parece tão certa de que o impedimento da presidente Dilma Rousseff é o único caminho possível para a redenção nacional que se esquece do nosso dever principal, que é noticiar o fato, perseguir a verdade, ser fiel ao ocorrido e refletir sobre o real e não sobre o que pode vir a ser o nosso desejo interior. Essa turma tem suas neuroses loucas e querem nos enlouquecer também.

O Governo acumula trapalhadas e elas precisam ser noticiadas na dimensão precisa. Da mesma forma que os acertos também devem ser publicados. E não são. Eles são escondidos. Para nós, jornalistas, não nos cabe juízo de valor do que seria o certo no cumprimento do dever.

Se pesquisarmos a quantidade de boçalidades escritas por jornalistas e "soluções" que quando adotadas deram errado daria para construir um monumento maior do que as pirâmides do Egito. Nós erramos. E não é pouco. Erramos muito.

Reconheço a importância dos comentaristas. Tudo bem que escrevam e digam o que pensam. Mas nem por isso devem cultivar a "má vontade" e o "ódio" como princípio do seu trabalho. Tem um grupo grande que, para ser aceito, simplesmente se inscreve na "igrejinha", ganha carteirinha da banda de música e passa a rezar na mesma cartilha. Todos iguaizinhos.

Certa vez, um homem público disse sobre a imprensa: "será que não tem uma noticiazinha de nada que seja boa? Será que ninguém neste país fez nada de bom hoje?". Se depender da imprensa brasileira, está muito difícil achar algo positivo. A má vontade reina na pátria.

É hora de mudar. O povo já percebeu que esta "nossa vibe" é só nossa e das forças que ganham dinheiro e querem mais poder no Brasil. Não temos compromisso com o governo anterior, com este e nem com o próximo. Temos responsabilidade diante da nação.

Nós devemos defender princípios permanentes e não transitórios.

Para não perder viagem: por que a gente não dá também notícias boas?

Sidney Rezende
Leia Mais ››